Ícone do punk, Black Flag faz primeiro show no Brasil

O Black Flag é uma daquelas bandas que explode em energia a cada acorde. Com guitarras bagunçadas, vocal rasgado e revolta a cada sílaba, o Black Flag surgiu em 1976 como uma introdução do punk rock ao hardcore.

Servindo de inspiração para tantas bandas, uma delas o Ratos de Porão, que tocará em São José neste sábado, o Black Flag aterrissa no Brasil pela primeira vez em 2019. Eles tocarão no Carioca Club, em São Paulo, no dia 7 de julho. Apresentação única.

Jão, guitarrista e fundador do Ratos de Porão, foi um entre tantos moleques impactados pela sonoridade alucinante e original do Black Flag.

“Quando apareceu, né, meu, era uma sonoridade muito nova. Pega os quatro primeiros anos da banda, era um negócio muito diferente, pra frente do seu tempo, com aquelas guitarras tortas, uma mina no baixo”, afirma o guitarrista.

Devido à postura e som, João aponta o Black Flag como fundamental para a construção da banda. “Aquelas guitarras tortas, pô, no começo do Ratos a gente não sabia e nem tinha condição de fazer um som naquele estilo, mas adaptamos à nossa realidade e aquilo que conseguimos tocar”, completa.

O jornalista Fábio Massari, o icônico VJ da antiga MTV, afirma que o Black Flag forjou todo um léxico hardcore “raivoso e extremamente articulado”.

“Se tem uma banda que podemos chamar de ‘seminal’, sem exageros e medo de errar, dá-lhe Black Flag! O grupo basicamente pavimentou o caminho, cristalizando cenas do underground americano nos bicudos anos 80 e estabelecendo caminhos futuros. A vida seria outra, e muito mais complicada, não fosse por eles”, disse Massari.

Nos meus primeiros anos de adolescência, ouvi Black Flag depois de passar pelos primeiros clássicos do punk. Toda banda de punk pauta o futuro, dá aquele gosto do que está por vir. O Black Flag se adiantou antes que todos. Seu som foi base para boa parte do que ouvidos do rock hoje em dia, desde o math rock até o spoken word.

Uma banda que nunca ficará datada e perdida na história.

Além do impacto musical, Black Flag (assim como os Misfits, Sex Pistols e muitos outros) ajudaram a construir a estética punk, principalmente na área do design. O artista Raymond Pettibon, irmão do fundador da banda, criou diversas artes que ajudaram a definir o punk visualmente, inspirando as fanzines da época.


SERVIÇO.

Black Flag em São Paulo 
Evento: https://www.facebook.com/events/2353111234751582 
Data: 7 de julho de 2019 
Horário: a partir das 18 horas 
Local: Carioca Club 
Censura: 16 anos 
Endereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros/SP 
Ingresso: 
1º lote R$110 – ESGOTADO! 
2º lote R$130 (Meia entrada / Estudante / Promocional
Camarote 1º lote R$180 (Meia entrada / Estudante / Promocional

Camarote 2º lote R$200 (Meia entrada / Estudante / Promocional
(Promocional para não estudantes doando 1 kilo de alimento não perecível)

Online: https://pixelticket.com.br/eventos/3429/black-flag-em-sao-paulo 
Venda física sem taxa (somente em dinheiro) na Locomotiva Discos – R. Barão de Itapetininga, 37 – Loja 8 – República, São Paulo

NEO TAPES – Terno Rei

O primeiro episódio de NEO TAPES registrou um pouco do que rolou no show da banda paulistana Terno Rei, que aconteceu no último sábado em São José dos Campos. Confira o vídeo e a resenha sobre a apresentação:

Apesar de terem a modernidade e vanguarda de São Paulo, capital, a sensibilidade do Terno Rei é quase que provinciana. De uma simpatia tremenda nos palcos e fora deles, a banda se apresentou em São José dos Campos no último sábado.

Não era de se estranhar que Ale, vocalista da banda, conhecesse bem a terra dos campos. Criado na cidade até a pré-adolescência, ele cultiva lembranças de jogar bola com amigos no campinho, do primário até o ginásio. Ele diz que é um pouco estranho ver a cidade novamente, crescida do jeito que está, mas assim que os primeiros acordes de Yoko ressoaram, um enorme calor abraçou a banda de canto a canto no Hocus Pocus.

E o show soou quase como um estúdio. Impecável em sua mixagem, lançado em 2019, o disco impressionou muito pela sua qualidade técnica e pela nova roupagem pop do grupo. Mesmo que sem muita improvisação, o Terno Rei quis que Violeta soasse fiel às gravações quando reproduzido no palco, fazendo jus a um ótimo trabalho de um álbum que já é considerado clássico.

Foi assim que cada letra do álbum soou em coro no show do Terno Rei. Um verdadeiro karaoke, das músicas dos álbuns anteriores até o sucesso de Violeta. O público já cativo, com certeza se deleitou com a naturalidade da banda em tocar de maneira cirúrgica, sem perder a conexão com a audiência.

Diário de Turnê Independente – Dom Pescoço

Show da Dom Pescoço em Jequié, Salvador – BA. – Foto: Mariana Sousa Vilhena

Não é segredo que para fazer seu som acontecer não basta só esperar que o sucesso chegue. A Dom Pescoço concretizou o sonho de muita gente, um objetivo que precisou de muito trabalho e arregaçar de mangas. Durante 2018, os caras fizeram uma turnê totalmente independente (isso quer dizer: com o dinheiro do bolso) de 45 dias pelo nordeste.

Como bons didatas que são, eles disponibilizaram para o Neolirium o diário completo dessa turnê. Contabilidade, logística e todo o trabalho que esse rolê envolveu estão descritos neste relato, um verdadeiro guia para as bandas aqui do Vale do Paraíba e também de outras regiões.

Confira o relato na íntegra:

NORDESTE TROPSICODÉLICO 2018

Relatos #DomPescoço de uma Turnê Independente

(Contas abertas, perrengues, dicas e experiências de um rolê musical de 10.000 km)

A Dom Pescoço fez de 29 de outubro a 4 de dezembro sua primeira turnê pelo nordeste do país. No total foram três meses antecipados de planejamento. O que parecia ser simples, como: fazer o itinerário; contatar as casas independentes pelo caminho; marcar os shows; combinar a remuneração; verificar estadia, etc. se mostrou bem trabalhoso. Muito, aliás. Um mês inteiro literalmente foi só no mapeamento das casas do circuito que escolhemos, que em sua maioria eram desconhecidas para nós. Neste tempo produtores locais deste circuito desistiram da carreira, outros já não faziam mais eventos independentes, outros vários que sequer respondiam aos contatos também… um rolê duro. Mas quem madruga Dionísio ajuda. Conseguimos realizar com êxito a #NordesteTropsicodélico.

Nossa contrapartida pública aqui é disponibilizar algumas das experiências, informações, custos, roteiro do circuito, hospedagem, nome/contatos das casas que abriram de verdade as portas para a #CenaIndependente e circulação das bandas. Disponibilizar para que outros artistas – gente da gente – se motivem, comecem com um norte, desviem de equívocos já vistos, se instiguem a também articularem suas turnês. Foi um trabalho grande de produção e planejamento. Lembrando que é possível contratar um booker também – valorize o trampo do amigo caso não se motive a fazer. Se for como nós, no Faça Você Mesmo, já vão sabendo das poucas perspectivas financeiras e alguns perrengues. No entanto, encaramos estes “gastos” e percalços como investimento, definitivamente. Em contrapartida, a expectativa de formação de público consumidor de sua arte pelo caminho é alta; o palco, no tête-à-tête, é a forma das mais cativantes de mostrar seu desempenho e trabalho artístico; o prazer enorme que é viajar estará contido; mostrar seu som fora de sua bolha, de zona de conforto e meter a cara no mundo é, como sempre, desafiador, motivante e necessário.

Disponibilizar estas informações é a nossa forma de somar com a #CenaIndepedente e instigar. Ajudar, de alguma forma, a fazê-la crescer e se fortificar. Vamos juntos?

PRÓLOGO

A turnê #NordesteTropsicodélico foi um sucesso!

E por quê foi?

1. Conseguimos realizar praticamente todos os shows.

2. Grande parte dos custos foram suprimidos pela própria bilheteria, o restante dos débitos nós suprimimos do caixa da banda (poupança), gastos estes encarados como investimento para esta viagem.

3. Por quê suprimimos do caixa? Decidimos, dentro do período, ser remunerados na medida do possível. Todos os ganhos maiores de R$ 400 nós dividimos somente como cachê aos músicos, pois ficaríamos um mês fora focados.

4. Dentro de nossa realidade de mercado decidimos não cobrar um valor mínimo de show, entre os motivos: dificuldade das casas em sobreviver e arcar com um valor mínimo; a maioria trabalha com bilheteria; divisão da bilheteria com bandas locais; escolha nossa somar com as iniciativas e produções locais.

INÍCIO

REIS DO TETRIS

Não alugar um carro foi, de quebra, uma grande economia fundamental para todo o rolê. Fomos em quatro músicos num Corsa Hatch 2011 (carro particular), levando todos os nossos merchans (cds, camisetas) e instrumentos na mala (baixo, guitarras, cavaquinhos, ferragens, caixa e timbale da bateria), todas as nossas mochilas no quinto lugar do banco de trás e mais dois microfones e dois pedestais. Se houver um campeonato de como acomodar 5 elefantes num fusca, seríamos a banda mais indicada. Por incrível que pareça, se encaixar tudo de forma otimizada, os espaços ficam bem locados e sobra espaço normal para os dois ocupantes no banco de trás. O carro estava um pouco pesado, mas nada além de sua capacidade normativa. Subiu ladeiras normalmente, freios ok. Tudo correu tranquilamente, apesar da estranheza que causava às pessoas contar que viemos todos e tudo num carro hatch.

ITINERÁRIO

Rio de Janeiro 1 + Rio de Janeiro 2 > Vitória/ES > Jequié/BA > Salvador/BA > Aracaju/SE > Recife + Recife/PE 2 > Natal/RN > João Pessoa/PB > Tracunhaém/PE > Cajazeiras/PB > Juazeiro do Norte/CE > Sousa/PB > Olinda/PE > Recife/PE > Lençóis/BA > Rio de Contas/BA

LEGENDA

% = Bilheteria

Ch = Chapéu

A/C = Alimentação/Consumação inclusas pelo contratante

H = Hospedagem solidária inclusa pelo contratante.

SHOWS DE OUTUBRO


29 seg > RJ (Banca do André)

www.facebook.com/BancaDoAndre > Show cancelado devido ao mal tempo

>>> Local substituído pelo La Carmelita (Lapa) [Ch A/C H]

www.facebook.com/PizzariaLaCarmelita

>>> Produzido localmente pela incrível banda Bagunco www.facebook.com/Bagunco

A Banca do André fica na Cinelândia e é um local do RJ que está se tornando muito bem frequentado pela #CenaIndependente carioca. São vários os shows com lotação de público. No entanto, todos são ao ar livre. Ficam sempre à mercê do bom humor do clima. Se chover não rola show. Choveu. Pelo menos ameaçava chover no nosso caso.

Então fomos transferidos para o La Carmelita, na Lapa. A galera da banda #Bagunço foi quem articulou toda a produção local, incluindo o rider e backline que a La Carmelita não tinha. A banda foi imprescindível, sem os meninos não haveria show devido à falta de equipamentos no local. O show contou com uma galera animada demais e que somou no chapéu. O show da Bagunço foi ESPETACULAR. Impactante, divertido, interativo e que não deve absolutamente nada para as maiores afrobeat bands do país. Conheça os meninos! Foda!

A casa cedeu cervejas e pizzas para os músicos. O Bagunço passou o chapéu e rolou uns R$ 170 para nós. Neste dia ficamos hospedados na casa do Michel, saxofonista da trupe carioca.

30 ter > RJ (Estúdio MDM82) > [70%/2 (os primeiros R$ 350 são da casa) H A/C]

www.facebook.com/estudiomdm82

Este dia tocamos com a banda carioca ASTROVENGA (incrível também, ouçam! Muito foda!), que nos passou o contato da casa – que, aliás, voltou a pouco a fazer eventos, depois de um tempo fechada para reformulação. O local é bacana e tem muito potencial. Tem bar, sala de estar, sala grande de estúdio que acaba servindo de palco para as bandas e espaço para o público. Os equipamentos disponibilizados entre rider/backline eram ótimos. Quanto a isso foi incrível.

Parênteses aqui.

A casa fica na Rua do Rezende, na Lapa também, e fica numa rua de difícil estacionamento, quase não há vagas. O que parecia ser uma livre se mostrou uma verdadeira dor de cabeça para nós. Estacionamos na altura do número 118. Aparentemente não havia empecilhos em estacionar ali. Vimos uma placa que dizia estacione e saímos. Minutos depois um guincho já estava levando nosso carro, sem quaisquer tipos de cerimônias ou avisos. Costume da prefeitura carioca guinchar. Corremos lá para perguntar o porquê daquilo. O agente nos contou que era proibido estacionar ali. Olhamos novamente a mesma placa e embaixo dos stickers estava escrito em letras graúdas ‘ESTACIONE’ e em miúdas ‘veículos oficiais’. Não dizia SOMENTE veículos oficiais, como nas placas de SP ou alguma placa de proibido estacionar, aviso claro e objetivo. Ou seja, passiva de dupla interpretação. Levamos uma multa, mas pelo menos não fomos guinchados. O que acabaria ali mesmo nossa turnê.

Voltando.

Em nosso show no MDM foram bem menos pessoas: nossa amiga Lidiane e seus amigos que moram no RJ e algumas outras que estavam por lá. Tocamos só por amor e tesão. Estava gostoso. Não deu bilheteria e dormimos no próprio estúdio mesmo. Acreditamos que o local está fomentando seu próprio público também. Faltou água na Lapa e não conseguimos tomar banho, não havia chuveiro também. De dia tivemos que correr para pagar zona azul que o guardador cobrava R$ 5.

31 quar > Vitória/ES (Subtrópico) > [60%/2 H A/C]

www.facebook.com/casaverdesubtropico

O combinado e ideia inicial era fazermos um show no Espaço Subtrópico, dividindo o palco com o músico Felipe Izar e a bilheteria. O show foi cancelado pela casa devido à eleição do Coiso e devido às diversas ameaças feitas por seus eleitores à casa e seus frequentadores, na noite anterior. Desentendimentos e tals. Por prudência e para evitar ainda mais ocorrências o Gil Mello, um dos responsáveis pelo espaço, nos pediu mil perdões por se sentir obrigado a cancelar o evento. Nos contou que foi a primeira vez em dezenas e dezenas de shows que teve que fazer isso. Por nós ok demais. Nos hospedamos na Subtrópico, que é um espaço de resistência em Vitória e batemos vários papos.

SHOW DE NOVEMBRO

01 qui > Eunápolis/BA

Tentamos articular um show na cidade e quase conseguimos. Seria no Espaço Viola de Bolso (https://www.facebook.com/violadebolso).  O Viola de Bolso é um grupo musical de Eunápolis que fundou um ponto de cultura na cidade, um dos poucos espaços voltado à cultura popular e independente. Acabou que o Viola faria um show numa cidade ao lado, na mesma data de nossa passagem e não teria condições de produzir/abrigar um show nosso. Mas as possibilidades pareceram bacanas.

Primeira estadia paga da turnê, dormimos num quarto quádruplo no Hotel Colorado por R$170 com direito a café da manhã. O hotel é bem limpo, confortável e fica na rodovia.

02 sex > Jequié/BA (Toca do Raul) [50% H A/C]

www.facebook.com/atocadorauljequie

Primeiro grande e marcante show de nossa turnê. De cara já fomos muito bem recebidos pela BlackNoir, banda de Jequié que dividiria a noite conosco. Fomos convidados para aproveitar de um churrasco bacana e uma piscina deliciosa demais na casa do Anderson, um dos músicos da BN. Ficamos gratos demais! A cidade fica bem no sertão da Bahia, envolta pela caatinga, um calor gigante e a festinha nos deu um ânimo duradouro. No local estavam também artistas e produtores da casa A Toca do Raul, onde tocaríamos mais à noite. Foi uma grande recepção. Jomir, um dos responsáveis pela casa, tem um espaço cultural com um potencial incrível de crescimento dentro da #CenaIndependente baiana e brasileira. A vontade grande de entrar no circuito das bandas do país e o diálogo sempre aberto são muito interessantes. A Toca do Raul tem equipamentos bacanas, um público que nesta noite compareceu em peso e uma estrutura ótima. Ficamos em hotel pagos pela casa e a BlackNoir, com um coração imenso, abriu mão de toda a sua parte das entradas. Ou seja, ficamos com 100% da bilheteria. Deu R$ 1000 que dividimos entre os 04 músicos e banda.

Uma noite e cidade memorável! Quando em turnê pelo Nordeste, levem muito em consideração passarem por Jequié, n’A Toca do Raul, na figura do Jomir.

03 sáb > Salvador/BA (Buk Pub) [33% H A/C]

www.facebook.com/profile.php?id=100009825935406

Chegamos em Salvador no final da tarde e partimos diretamente para o Pelourinho, local de nosso show na cidade, no afamado Buk Porão. O Espaço é totalmente resistência cultural, assumidamente punk anti-facista. Esperamos por horas ali em frente pelo Márcio, responsável do local. Vários amigos dele já se aglomeravam na porta para um encontro marcado e depois adentrarem também em nosso show, mais à noite. Eis que depois de diversas ligações ouvimos gritos e mais gritos pelo meio da rua, chegando cada vez mais perto. Era de quem, Brasil? Os gritos guturais? Do Márcio! Ouuuuuuuuuuorrrrr! Este gritos seriam a marca registrada do Buk Porão. Todo o Pelourinho já conhece.

O Márcio tem um local já conhecido pela galera underground local e é dos únicos espaços – senão o único – em que não se cobra aluguel das bandas que queiram tocar em Salvador. Contatamos geral e todos que responderam cobravam a tal “pauta”, uma média de R$ 500 para abrirem espaço. Como circular assim? Como fomentar a #CenaIndependente se os custos da viagem já são altíssimos para nós? Cada casa encontra sua forma de viver e se manter, justíssimo. No entanto, nos é completamente ‘inviabilizante’. Não tem o perfil para somar à Cena e fortalecer. Nisto, sem dúvida, o Buk era a única opção. E somos gratos demais! Para nós foi uma experiência incrível tocar ao lado da Ladeira do Carmo num espaço de resistência cultural total. Tudo no Buk é “rootz” e o público que entra ali tem de estar disposto a estar num local punk. Assusta um pouco, mas depois que acostuma vai que é uma beleza. O Márcio foi muito gente boa conosco e amou nosso show. Lá tem todo o backline, claro que no estilo punk de ser. Foram umas 15 pessoas nos ver. Dormimos no primeiro andar do casarão. Com a arrecadação fizemos um churrasco no domingo, dia 04/12, tomamos toda a arrecadação em cerveja e carne. Antes, pela manhã, fomos à Barra tomar banho de mar com a geral, comer acarajé e tomar cerveja. No Pelourinho tem muitas brigas, tiros, roubos e furtos, mas estávamos dispostos a ver O que é que a Bahia Soteropolitana tem. Curtimos.

05 seg > Aracajú/SE (Ensaio Secreto) [33% H A/C]

www.instagram.com/ensaiosecretoaju

Seguimos para Sergipe.

Parênteses.

Na divisa do estado, pela primeira vez, fomos parados pela polícia rodoviária. Pediu os documentos e para abrirmos o porta-mala. Quando viu aquela mala completamente abarrotada de instrumentos:

– Hummm… vocês são músicos?

– Sim, estamos em turnê independente pelo país, hoje tocamos em Aracaju.

– Ah! Tudo bem. Bom trabalho, fecha o porta-mala, podem seguir.

Pode parecer óbvio. No entanto, nos sentimos muito bem e, de certa maneira, aliviados. Ver que a autoridade policial encarou a nós músicos como realmente somos: trabalhadores. Afinal, nós somos trabalhadores, gente linda! Trabalhamos muito. Isso quando não ralamos. Ademais, a valorização da cena por toda a população é bom para os músicos, para as nossas condições de trabalho, para a economia do país, para a circulação de riquezas culturais e, principalmente, para o fortalecimento da música no Brasil. Uma sociedade com arte e cultura fortes e atuantes é sempre saudável, viva, crítica e consciente. Faz um país ainda mais atuante no exterior e com aspectos positivos. #ValorizaACena #CulturaResiste #ACenaVive

Segue o baile.

Em Aracaju tocamos no projeto Ensaio Secreto. Um coletivo de artistas sergipanos que sempre, às segundas-feiras, faz eventos culturais regados a bate papos, palestras e/ou oficinas antes dos shows. Neste dia falamos a uma plateia sobre nossas experiências na cena independente, como sobrevivemos de música, projetos dos quais participamos, projetos futuros, houve espaço para debates ideológicos e muitas perguntas da galera. Foi muito bacana esta experiência de conseguirmos falar com nosso público sobre bastidores da música, entre os vários aspectos que existem que não só tocar, mas toda a produção por trás. Uma ótima ideia para levar adiante, gente! Façam rodas de conversa antes dos shows que vocês produzem.

Nosso show propriamente dito foi bem bacana. Um público legal compareceu em plena segunda-feira à noite. Graças ao Ensaio Secreto! Rolê numa segunda? Assiduidade e boa produção é o segredo. Por que apenas a partir das quintas? Quem faz o rolês somos nós. Se for bem produzido, ainda que simplesmente, e tiver a assiduidade o projeto anda e às segundas também. Foi uma mão na roda passar por Sergipe e ter onde tocar para um público interessado num dia totalmente contra-cultural de shows. Foi massa! E mais! A produção só divulga as atrações da noite e o local apenas algumas horas antes, no dia. Então isso instiga ainda mais. Neste rolê pudemos conhecer uma banda de uns guris que nos deixou atordoados, se chama Taco de Golfe. Banda instrumental que destrói! Arranjos cabeçudos e energia lá em cima. Se não conhece faça o favor de conhecer. Impressionante como tem trabalho foda neste país!

Tiramos uns R$ 70 de bilheteria, pois tudo foi dividido entre todas as bandas da noite, artistas performáticos e produção. OK. Dormimos num hostel oferecido pelo Coletivo.

06 07 ter qua > FOLGA

08 quin > Recife/PE (Ovni) [100% H A/C]

www.facebook.com/pg/espacoovni

Primeiro dia de show em Recife e como não podia deixar de ser, um calor louco. Tocamos ao lado da Universidade Federal Rural de PE e a maior parte do público era universitária. Foi bem interessante. Sempre somos bem recebidos por este perfil de ouvinte. Os shows geralmente são memoráveis e interativos. Neste específico não havia espaço, pois o Ovni é bem pequeno e apertado. O espaço não tem som próprio, mas para nosso show o João, responsável pelo local, alugou os equipamentos. A maior parte das pessoas ficou ouvindo de fora, nas calçadas. Isso é bem comum, aliás, em Recife. Mas foi bacana ter tocado lá, principalmente pelo público universitário. Ganhamos uns R$ 100 fixos, pizzas e várias cervejas. Dormimos na casa do João, lá mesmo no bairro Dois Irmãos. A região ali do Córrego da Fortuna é dito perigoso, mas deu tudo certo.

09 sex > Recife/PE (Leleu | Mercado da Boa Vista) [Chapéu A/C]

https://kekanto.com.br/biz/recanto-do-leleu-2

Neste dia partimos para a Boa Vista, já bem perto do Centro Histórico de Recife. Tocamos no Bar do Leleu, local tradicional onde bandas tocam aos sábados, onde o mercado sempre fica abarrotado de gente. Sexta é um dia menos comum de ter shows, mas foi bem agradável ter tocado ainda assim, estava cheio mas ainda assim confortável de tocar, conversar, enfim… um dia propício. Tocamos para umas 300 pessoas, no mínimo. Lá a galera para para ouvir, não ficamos como som ambiente e foi uma parte super interessante. Há estrutura de som e rider no local. Tiramos R$120 de chapéu lá. Calor danado e muita conversa com as pessoas. Ficaram super curiosas com nosso som. Valeu a pena ter tocado para um público super diferente do qual estamos acostumados. Dormimos na casa da família do Passarinho, nosso baterista.

10 sab > Natal/RN (El Rock) [70% ]

https://www.facebook.com/elrockpub/

Partimos para Natal. Cidade limpa e organizada e com uma cena já super conhecida por quem é da música e, claro, dos potiguares. Nos hospedamos gratuitamente num hotel na Praia dos Artistas, a convite de um amigo de Passarinho. Beira-mar. Um vento louco que até dava um friozinho mais à noite. Água de coco a R$1. Bebemos muitas! Perto da hora fomos ao El Rock, casa de show que nos acolheu nesta passagem pela capital do Rio Grande do Norte. Esperávamos um público na noite, mas como estava acontecendo o Circuito Cultural Ribeira, imaginamos que isto tenho desviado o olhar de um show independente de uma banda paulista desconhecida na cidade. O público foi bem baixo, umas 10 pessoas. Tocamos com todo o amor do mundo para elas. Se dependesse de energia e tesão, aquelas pessoas estavam saciadas. Pois tocamos muito forte. Recebemos uns feedbacks legais demais dos presentes. Voltaríamos com certeza por uma noite com mais gente. Um dia rola!

A casa onde iríamos tocar não articula hospedagem, que fica a cargo da banda. Então ficamos mais um dia, domingo, agora pagando hospedagem. Fomos ao Circuito Cultural da Ribeira. Conhecer o tão afamado evento que acontece uma vez por mês e abrange várias casas de show pelo centro antigo de Natal, oferecendo vários shows gratuitos à população que comparece em peso. É bem bacana o que se passa ali. Vários shows. Vários eventos e bandas circulando. Super interessante e que vale a pena conhecer. É um rolê que buscamos muito tocar, mas que não rolou dessa vez. Em breve, quem sabe, consigamos. Gostaríamos muito e acreditamos que ia ser incrível.

12 13 14 seg ter qua > FOLGAS. Todos esses dias ficamos turistando em Recife e hospedados folgadamente na casa da família do Passarinho, que nos tratou como reis e nos deram os melhores banquetes, as melhores bebidas, os melhores queijos, pagaram os melhores restaurantes, no apresentaram as melhores iguarias. Era tanta comida boa, tantas vezes ao dia, que pensávamos o que tanto fizemos nesta vida para sermos tão tão tão bem tratados. Dona Raquel e Geórgia nosso total agradecimento e gratidão pela estadia mais que incrível. Obrigado obrigado obrigado.

15 qui  > João Pessoa/PB (Centro Cultural Espaço Mundo) [90%/3 H A/C]

www.facebook.com/espacomundo

Nossa primeira vez em João Pessoa. Gostamos demais do local e recepção geral. Dividimos a noite com as bandas Vieira e Banda-fôrra, no Centro Cultural Espaço Mundo, que disponibiliza todo o backline e fica no centro histórico da cidade. Região já conhecida pela galera que comparece a shows autorais e eventos culturais alternativos. Deu um público bacana e a divisão da bilheteria resultou em R$ 165 para cada banda. A gente sempre acha que poderia ser melhor a remuneração, mas para uma noite comum numa casa totalmente dependente da presença do público para remunerar músicos e manter-se viva está ótimo. O Espaço Mundo é um oásis de resistência total. Acreditamos que a grande questão é formar ainda mais público para a cena. Apostamos sempre na curadoria. Público que compareça confiando na qualidade das atrações, ainda que não as conheça previamente, é um público que amplifica, que soma, que agrega e sempre volta. Hospedagem foi na casa de Rayan, um dos responsáveis pelo Espaço.

16 sex > Tracunhaém/PE (Festival Tipóia) [$100 A/C]

www.facebook.com/tipoiafestival

A estrada solitária nesta tarde estava tão melancólica, naquele pôr-do-sol, em meio ao canavial da Zona da Mata e ao som de Simon & Garfunkel. Brisa.

Fomos para o Festival Tipóia, em Tracunhaém, com o intuito de somar ao evento que é um símbolo de resistência cultural em Pernambuco e que já teve edições grandiosas quando devidamente apoiadas pelo poder público. A cidade em si é hiper carente em variados aspectos sociais, urbanísticos e o que mais nos chocou foi a falta escancara de saneamento básico. É muito triste e revoltante ver todo o esgoto cair dentro do lago no centro da cidade. Um local que poderia ser um belo centro público de lazer, atraindo turistas e gerando renda, mas totalmente jogado ao esgoto e às traças, abandonado à própria sorte. Choramos ao ver o descaso.

O Tipóia em si, mesmo com estrutura precária de som em relação ao que já teve de apoio no passado, foi muito bacana. O Sid Batera, mentor do Festival que acontece há 20 anos, é um entusiasta inabalável e por causa dele e sua fiel equipe o sucesso e diversidade da programação estavam lindas. Nosso show teve uma repercussão bacana, um bom público e ver paralelamente espetáculos de coco e cavalo marinho no berço da mata norte de Pernambuco, origem dessas manifestações, foi emocionante.

Havia todo o backline, tocamos por R$ 100 como ajuda simbólica e nos hospedamos via festival numa pousada improvisada na casa de Seu Rafael, à beira do lago da cidade. 

17 sáb > Cajazeiras/PB (NEC/UFCG) [$200 H A/C]

www.facebook.com/necufcg

Distante 500Km de Tracunhaém lá fomos nós para uma das cidades que mais tem público fiel nos eventos da Cena do sertão nordestino. Tocamos num mini-festival chamado Mostra de Música Caminhos do Sol, que foi realizado pelo NEC (Núcleo de Extensão Cultural) da UFCG (Universidade Federal de Campina Grande), Campus Cajazeiras-PB, sob a batuta de Naldinho, mentor do Espaço e deste projeto de valorização da música independente em que se transformou o NEC. Foi uma noite memorável ao lado de diversas bandas, inclusive com a Banda-fôrra, que tocamos anteriormente em João Pessoa. Acredito que havia, no mínimo, umas 400 pessoas no local, contando por baixo. Todas ali entretidas com as bandas no palco. Recebemos R$400 de ajuda de custo e nos hospedamos ali mesmo no NEC, que tem um espaço para receber os músicos e, importante, com ar condicionado. Cajazeiras faz calor. Pense num calor! Recomendamos. Foi ótimo!

18 dom > Juazeiro do Norte/CE (O Cangaço Bar) [1500 A/C]

www.facebook.com/ocangacorockbar

www.facebook.com/mostracariri

Chegamos na terra do afamado sinhô padim padi Ciço. Juazeiro do Norte e região se mostraram uma grande foz de valorização da música. Tocamos na Mostra Sesc Cariri e o festival como um todo abarca inúmeras cidades, com diversas atrações e nos impressionou em seu tamanho. Tudo muito bem feito e digno dos grandes festivais de música brasileiros. Lindo de ver como o Sesc CE também foca em música e como a população participa e consome.

Nós tocamos numa noite paralela da Mostra, dentro d’O Cangaço Bar. Núcleo de resistência cultural em Juazeiro. Os planos de Elbim, responsável pelo local, é participar mais ativamente da circulação de bandas brasileiras em turnê pelo nordeste. O local tem um potencial enorme, tocamos com um backline bacana e o público cada vez mais interessado em comparecer aos eventos. Tocamos num domingo de madrugada e foi bonito de ver tanta gente presente com muita vontade de prestigiar nosso show. Foi incrível! Os planos de Elbim é aumentar o local para ter capacidade de fornecer hospedagem solidária às bandas. Neste caso tivemos que bancar a nossa estadia. A alimentação nos foi fornecida pelo O Cangaço.

Especificamente para este show da Mostra Cariri entramos em contato diretamente com o Sesc Juazeiro do Norte e posteriormente fomos contratados pela unidade. O cachê de R$ 1500 foi um dos que mais ajudou a nos manter saudáveis financeiramente na turnê.

19 seg > Sousa/PB (Coreto da Praça Matriz)

www.facebook.com/sousarockproducoes

Conhecemos o Felipe, produtor da Sousa Rock Produções Culturais, em nosso show no sábado no NEC, em Cajazeiras. Ele curtiu muito nosso som e conversamos bastante àquela noite. Como já estávamos de passagem pela cidade de Sousa, ele nos convidou para tocarmos na segunda-feira na Praça da Cidade e ocupar este espaço público com arte. Topamos. A praça estava cheia de gente e por volta de 50 pessoas pararam realmente para nos ouvir. Curtimos. Talvez com mais tempo trabalhando a divulgação muito mais gente viesse. Notamos um bom potencial. Neste evento toda a divulgação foi feita em apenas um dia, praticamente. Mas a semente foi plantada. Aquele show daria início ao projeto Ocupar e Resistir, de Felipe, que agora quer continuar a promover a Cena Independente pela cidade de Sousa. Tem muito potencial e se for às segundas-feiras seria perfeito, pois é um dia morto para as bandas que fazem turnês. Assim como em Sergipe, no Projeto Ensaio Secreto, já se tornou hábito comparecer aos eventos no segundo dia da semana. Torcendo aqui!

Neste dia pagamos por nossa hospedagem e alimentação.

20 21 ter qua > FOLGAS

22 Qui > Recife/PE (Quilombo Experimental) OK [80%]

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SHOW CANCELADO

23 sex > Olinda/PE (Naylê Comedoria) OK [80%]

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Este show surgiu pela intervenção das queridas Gal Menezes e Bea Laranjeira, artista e produtora que atuam em Pernambuco. É um espaço interessante numa cidade que atualmente preza pela política da não-valorização da cultura underground, fechando diversos espaços culturais em vez de dar suporte e fornecer apoio para adequá-los à legislação municipal. Olinda é uma cidade que respira música e todo o apoio é necessário para que ela continue respirando sempre e ainda mais música. Espaços do tipo estão rareando na cidade bela e em seu centro histórico. Espaços voltados à música autoral e à Cena Independente ainda mais. O Naylê Comedoria acaba sendo um ponto importante de apoio. No entanto, o local é apertado e a não tem infraestrutura adequadas para receber bandas. Em nosso caso, o backline foi todo articulado pelas meninas, se não fosse elas não haveria show. Como não tivemos muito tempo para focar na divulgação, também não foi um bom público. Tocamos no horário vespertino e haveria ainda mais um show voz e violão à noite. Mas foi válido. Ganhamos uns trocados e um belo de um jantar. Em Recife ficamos novamente hospedados na casa da família de nosso baterista Passarinho.

24 sab > FOLGA

25 dom > Recife/PE (Torre Malakoff) OK

www.facebook.com/Jardim-Sonante-168170403585078

Na teoria este deveria ser o último show de nossa turnê, devido ao tempo já prolongado na região. Era o plano inicial que acabou mudando e conto ali na frente.

Tocar no projeto Jardim Sonante, dentro do prédio da Torre Malakoff, foi importante para fincarmos novamente o pé no centro histórico de Recife e na cena da cidade. O trabalho acontece desde 2016 com produção e curadoria dos músicos Cannibal, da banda Devotos e Fabrício, da banda Plugins e tem como meta a valorização da cena recifense. No entanto, como em nossa caso, é aberto a bandas de todo o país também. O projeto é colaborativo, não há cachê, mas há suporte em toda a infraestrutura e acontece em um local com público interessante. Alcançamos, contando por baixo, umas 100 pessoas que estavam lá atentas para nos ouvir.

26 27 28 29 30 seg ter qua qui sex > FOLGA

O grande motivo de ficarmos todos estes dias a mais, agora na Bahia, foi turistar e dar tempo para conseguirmos realizar um sonho antigo: conhecer um pouco a – e tocar na – Chapada Diamantina.

SHOW DE DEZEMBRO

01 sáb > Lençóis/BA (Roncador Rock Festival) [H/A]

www.facebook.com/rocadorockfestival

Este show na Chapada Diamantina não poderia ser menos que na “cidade sede” da região: Lençóis. Tocamos no Roncador Rock Festival, projeto que tem como um dos mentores o Anselmo, da banda local Funcionários Públicos. Foi com ele que articulamos nossa participação. Sem cachê, mas com hospedagem bacana demais fornecida pelo evento. No período de nosso show calculamos cerca de 200 pessoas nos assistindo. No evento total circulou muito mais gente. Todo o backline foi fornecido e foi muito bacana ter tocado para o público da Chapada. Conhecemos Lençóis e temos a certeza que a cidade precisa ser preservada, assim como toda a região. Um oásis gigantesco abençoado cheio de água em meio ao sertão e seca.

02 dom > Rio de Contas/BA (Espaço Imaginário) [Ch H/A]

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E o que é bom dura pouco. Nosso último show de nossa agora mais que querida e amada turnê. Tocamos no Espaço Imaginário, em Rio de Contas, uma pequena cidade histórica do outro lado da Chapada Diamantina, distante 280Km de Lençóis. Estávamos meio céticos com a repercussão de público em nosso show, em pleno domingo e numa cidadezinha. Mas eis que esta foi uma das apresentações mais que legais que tivemos. Uma galera colou, super animada e participativa. Sentíamos que estavam de mentes e corações abertos ao novo e a ouvir nosso som. Foi muito bacana! Nos surpreendeu demais. Agradecemos muito ao Maurízio e a Gláucia pela acolhida no Espaço. Nesta noite passamos o chapéu, arrecadamos uns R$120 e a casa nos ofereceu cervejas e, talvez, uma das melhores pizzas da vida. Que delícia! Recomendamos demais. É uma boa tocar lá

E foi assim!

#NordesteTropsicodélico 2018 | Dom Pescoço

www.bit.ly/dompescoco

MAPEAMENTO GERAL

(Mapeamos todas as potenciais casas que encontramos e as quais, a princípio, poderíamos circular. É um referencial. No entanto, indicamos as que efetivamente trabalhamos nesta turnê (citadas acima), porque são as que tivemos um contato próximo e reais experiências.)

@RJ

> RJ Capital | Casas

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www.facebook.com/pg/transfusaonoiserecords

www.facebook.com/estudiomdm82

www.facebook.com/PizzariaLaCarmelita

www.facebook.com/motim302

www.facebook.com/BancaDoAndre

@ES

> Vitória | Casas

www.facebook.com/casaverdesubtropico

www.facebook.com/pg/Garagerockpub

www.facebook.com/studio-etá-1609809252640192

www.facebook.com/pg/stonepubbar

www.facebook.com/pg/liverpubvitoria

www.facebook.com/pg/GaragemRockClube

> Residência de Artistas

www.facebook.com/pg/casadagrutavitoria

> Vila Velha | Casas

www.facebook.com/pg/CorreriaMusicBar

@BA

> Salvador

Produção

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Casas

www.facebook.com/DublinersIrishPubSalvador

www.facebook.com/GrooveBarBahia

www.facebook.com/pg/velhoespanha

https://www.facebook.com/espacoculturalcasadamae/

www.facebook.com/profile.php?id=100009825935406 (Buck Pub)

www.facebook.com/pg/bardosbardoscasadatrinca

www.facebook.com/pg/portelacafe

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www.facebook.com/pg/Taverna-Music-Bar-1617469298484003

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www.facebook.com/pg/Oliveiras-1491116944489903 (não faz muitos eventos)

> Eunápolis

www.facebook.com/pg/emporio775

www.facebook.com/Hoteunapolis

> Lauro de Freitas

www.facebook.com/sporthousemotorcycle

> Catu

www.facebook.com/pg/itsnotpub

> Vitória da Conquista

www.facebook.com/coletivosuicabahiana | (Festival 19 a 21/10)

> Feira de Santana

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www.facebook.com/pg/oracccultura

www.facebook.com/pg/zabumbarockbar (fechou)

> Jequié

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> Irará

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> Ilhéus

www.facebook.com/papairockbar

> Itabuna

www.facebook.com/violadebolso

> Porto Seguro

www.facebook.com/pg/Sting-Praia-Bar-182133651836737 (sábado/domingo)

> Lençóis

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www.facebook.com/refugiolencois

@AL

> Arapiraca

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> Maceió

Produção

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Casas

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@SE

> Aracajú

Produção

www.facebook.com/mangabarec

www.facebook.com/zonsprojeto (Festival/NOV)

Casas

www.facebook.com/pg/Bar.Capitao.Cook

www.facebook.com/chemusicbar

www.facebook.com/pg/reciclaria.se

www.facebook.com/pg/zodiacorestaurante

www.facebook.com/pg/Lado-B-Studio-PUB-337075863026025

www.facebook.com/pg/artepajucara

> São Cristóvão

www.facebook.com/republicabarse

@PE

> Recife

Produção

www.facebook.com/transtorninho

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Casas

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www.facebook.com/pg/BurburinhoRecifeBar

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> Olinda

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@PB

> João Pessoa

Produção

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Casas

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> Campina Grande

Produção

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Casas

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> Patos

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> Cajazeiras

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@RN

> Natal

Produção

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Casas

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>Parnamirim

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@CE

> Fortaleza

Produção

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Casas

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Juazeiro do Norte

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PLANILHA

TURNÊ #NORDESTE TROPSICODÉLICO

29/10 a 03/12

1. Kms percorridos: 8500 (incluindo translados)

2. Gastos TOTAIS: 4.890 (valores aproximados em R$)

3. Pedágios: 166

4. Alimentação banda: 1.400

5. Combustível: 2.530

6. Hospedagem TOTAL = 680

> Eunápolis BA = 170

> Natal RN = 200

> Juazeiro do Norte = 180

> Sousa = 90

> Diamantina = 130

Ganhos TOTAIS | Estimativa de Público

1. RJ 1a = $170 – RJ 2a = 0 >>> 100 pessoas

2. Vitória = Show cancelado

3. Jequié = $1.000 >>> 100 pessoas

4. Salvador = $30 >>> 15 pessoas

5. Aracaju = $70 >>> 80 pessoas

6. Recife 1a = $100 – Recife 2a = $120 >>> 300 pessoas

7. Natal = 0 >>> 10 pessoas

8. João Pessoa = $165 >>> 50 pessoas

9. Tracunhaém = $100 >>> 300 pessoas

10. Cajazeiras = $400 >>> 400 pessoas

11. Juazeiro do Norte = $1500 >>> 200 pessoas

12. Sousa = 0 >>> 50 pessoas

13. Olinda = $80 >>> 15 pessoas

14. Recife = 0 >>> 100 pessoas

15. Lençóis = 0 >>> 200 pessoas

16. Rio de Contas = $120 >>> 40 pessoas

Público TOTAL aproximado alcançado em shows = 2.000 pessoas

Ganhos aproximados de cachê/bilheteria = R$3.855

Venda média* de merchan por show = R$20 x 17 shows = R$ 340

(Estimativa: shows que vendemos nada e outros que vendemos bastante)

Ganhos totais da turnê (bilheta + merchan): R$ 4.295

– 4.890 (custos) =  R$ -595