Ícone do punk, Black Flag faz primeiro show no Brasil

O Black Flag é uma daquelas bandas que explode em energia a cada acorde. Com guitarras bagunçadas, vocal rasgado e revolta a cada sílaba, o Black Flag surgiu em 1976 como uma introdução do punk rock ao hardcore.

Servindo de inspiração para tantas bandas, uma delas o Ratos de Porão, que tocará em São José neste sábado, o Black Flag aterrissa no Brasil pela primeira vez em 2019. Eles tocarão no Carioca Club, em São Paulo, no dia 7 de julho. Apresentação única.

Jão, guitarrista e fundador do Ratos de Porão, foi um entre tantos moleques impactados pela sonoridade alucinante e original do Black Flag.

“Quando apareceu, né, meu, era uma sonoridade muito nova. Pega os quatro primeiros anos da banda, era um negócio muito diferente, pra frente do seu tempo, com aquelas guitarras tortas, uma mina no baixo”, afirma o guitarrista.

Devido à postura e som, João aponta o Black Flag como fundamental para a construção da banda. “Aquelas guitarras tortas, pô, no começo do Ratos a gente não sabia e nem tinha condição de fazer um som naquele estilo, mas adaptamos à nossa realidade e aquilo que conseguimos tocar”, completa.

O jornalista Fábio Massari, o icônico VJ da antiga MTV, afirma que o Black Flag forjou todo um léxico hardcore “raivoso e extremamente articulado”.

“Se tem uma banda que podemos chamar de ‘seminal’, sem exageros e medo de errar, dá-lhe Black Flag! O grupo basicamente pavimentou o caminho, cristalizando cenas do underground americano nos bicudos anos 80 e estabelecendo caminhos futuros. A vida seria outra, e muito mais complicada, não fosse por eles”, disse Massari.

Nos meus primeiros anos de adolescência, ouvi Black Flag depois de passar pelos primeiros clássicos do punk. Toda banda de punk pauta o futuro, dá aquele gosto do que está por vir. O Black Flag se adiantou antes que todos. Seu som foi base para boa parte do que ouvidos do rock hoje em dia, desde o math rock até o spoken word.

Uma banda que nunca ficará datada e perdida na história.

Além do impacto musical, Black Flag (assim como os Misfits, Sex Pistols e muitos outros) ajudaram a construir a estética punk, principalmente na área do design. O artista Raymond Pettibon, irmão do fundador da banda, criou diversas artes que ajudaram a definir o punk visualmente, inspirando as fanzines da época.


SERVIÇO.

Black Flag em São Paulo 
Evento: https://www.facebook.com/events/2353111234751582 
Data: 7 de julho de 2019 
Horário: a partir das 18 horas 
Local: Carioca Club 
Censura: 16 anos 
Endereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros/SP 
Ingresso: 
1º lote R$110 – ESGOTADO! 
2º lote R$130 (Meia entrada / Estudante / Promocional
Camarote 1º lote R$180 (Meia entrada / Estudante / Promocional

Camarote 2º lote R$200 (Meia entrada / Estudante / Promocional
(Promocional para não estudantes doando 1 kilo de alimento não perecível)

Online: https://pixelticket.com.br/eventos/3429/black-flag-em-sao-paulo 
Venda física sem taxa (somente em dinheiro) na Locomotiva Discos – R. Barão de Itapetininga, 37 – Loja 8 – República, São Paulo

NEO TAPES – Terno Rei

O primeiro episódio de NEO TAPES registrou um pouco do que rolou no show da banda paulistana Terno Rei, que aconteceu no último sábado em São José dos Campos. Confira o vídeo e a resenha sobre a apresentação:

Apesar de terem a modernidade e vanguarda de São Paulo, capital, a sensibilidade do Terno Rei é quase que provinciana. De uma simpatia tremenda nos palcos e fora deles, a banda se apresentou em São José dos Campos no último sábado.

Não era de se estranhar que Ale, vocalista da banda, conhecesse bem a terra dos campos. Criado na cidade até a pré-adolescência, ele cultiva lembranças de jogar bola com amigos no campinho, do primário até o ginásio. Ele diz que é um pouco estranho ver a cidade novamente, crescida do jeito que está, mas assim que os primeiros acordes de Yoko ressoaram, um enorme calor abraçou a banda de canto a canto no Hocus Pocus.

E o show soou quase como um estúdio. Impecável em sua mixagem, lançado em 2019, o disco impressionou muito pela sua qualidade técnica e pela nova roupagem pop do grupo. Mesmo que sem muita improvisação, o Terno Rei quis que Violeta soasse fiel às gravações quando reproduzido no palco, fazendo jus a um ótimo trabalho de um álbum que já é considerado clássico.

Foi assim que cada letra do álbum soou em coro no show do Terno Rei. Um verdadeiro karaoke, das músicas dos álbuns anteriores até o sucesso de Violeta. O público já cativo, com certeza se deleitou com a naturalidade da banda em tocar de maneira cirúrgica, sem perder a conexão com a audiência.